A importância do fluxo de caixa

Você tem ideia de como estará o caixa da sua empresa nos próximos dias, semanas ou meses? Consegue projetar quanto tem de dinheiro para receber e quanto tem para pagar? Parece simples, mas muitos gestores ainda não fazem de forma correta o fluxo de caixa da empresa, tendo a sensação que todo o dinheiro que ganham está indo pelo ralo.

Mas o que é o fluxo de caixa?

Fluxo de caixa é um instrumento de controle financeiro, que permite os gestores confrontarem as entradas e saídas de dinheiro para um determinado período, podendo ele ser histórico ou futuro. Com esse controle bem feito, é possível analisar quais são as principais contas que demandam ou geram dinheiro e projetar a posição do seu caixa para um dia, uma semana ou um mês, facilitando a tomada de decisão na concessão de prazos para recebimento de clientes, melhores datas para pagamento de contas e a administração do caixa da empresa em casos de captar recurso ou mesmo na hora de aplicar o dinheiro.

Consideramos o fluxo de caixa o relatório mais importante e essencial para o gestor financeiro, pois ele demonstra o impacto de cada conta de entrada ou saída na geração ou necessidade de caixa da empresa.

Exemplos de Contas de Entrada: vendas (serviços e/ou produtos), rendimentos de aplicações, vendas de bens da empresa e captação de empréstimos.

Exemplos de Contas de Saída: despesas administrativas (salários e encargos de empregados, aluguel, luz, água, telefone, internet, limpeza etc.), produção de mercadorias, fornecedores, despesas com a venda (marketing, comissões, fretes, transporte etc.) e despesas financeiras (juros e variação cambial).

Abrangência e Periodicidade

É preciso determinar a abrangência e periodicidade do fluxo de caixa, que vai depender da necessidade da empresa na administração do dinheiro. Consideramos uma abrangência mínima de três meses, no entanto, quanto maior a abrangência melhor. Já a periodicidade, quanto menor for, melhor. A periodicidade está relacionada ao cálculo do saldo final do caixa, ela pode ser diária, semanal, quinzenal ou mensal. Se a abrangência for de um ano, por exemplo, a periodicidade pode ser diária no primeiro mês e posteriormente semanal ou quinzenal, dependendo da necessidade do gestor na administração do dinheiro.

A implantação do Fluxo de Caixa é um processo complexo e de aprimoramento contínuo. Requer nos primeiros meses conciliações e revisões diárias das projeções, até o gestor encontrar um padrão de sazonalidade ou relação de variação das contas, reduzindo assim a diferença entre projetado e realizado.

Qual a real importância do fluxo de caixa?

Dados do IBGE revelam que o motivo pelo qual 50% das micro e pequenas empresas fecharem nos primeiros anos de vida são justificados pela falta de controle dos recebimentos e pagamentos. Não ter previsão de prazos médios de recebimento e pagamentos são situações comuns dentro das empresas e com isso vem a carência de recursos financeiros para pagar contas e fornecedores, fazendo com que a empresa entre na “bola de neve” do endividamento.

O fluxo de caixa é essencial na hora de avaliar a compra de ativos, investimentos em equipamentos e infraestrutura, reposição de estoque, novas contratações, evitando que a empresa se afunde em dívidas, mesmo tendo bons contratos. O fluxo de caixa também evita eventuais desvios de verbas e prevê aplicações ineficientes, que não apresentam liquidez imediata, caso necessário.

Analisando a economia atual e o mercado, cada vez mais competitivo, em que a maioria das empresas estão passando por um alongamento dos prazos concedidos para recebimento e a manutenção ou até mesmo a redução dos prazos médios de pagamento, concluímos sobre a grande importância de organizar a gestão financeira, tornando o fluxo de caixa primordial para qualquer tomada de decisão da otimização e alocação de recursos financeiros.

Como montar o fluxo de caixa

Fluxo de caixa

Para montar o fluxo de caixa é preciso inicialmente levantar o saldo da empresa, quanto tem no caixa, valores em dinheiro, cheque e saldos bancários. Posteriormente calcular a previsão de entrada e saída de dinheiro, confrontando ambos para calcular o saldo em determinados períodos. Quanto mais detalhado o fluxo de caixa for, melhor. Não é hora de arredondar números. Parece fácil, mas exige muita organização e conhecimento em contabilidade e finanças.

Com esses dados organizados, é preciso categorizar e definir centros de custos para registrar as transações no fluxo de caixa. Essas categorias são definidas de acordo com as áreas da empresa. Você vai conseguir saber exatamente quais são seus custos fixos e variáveis, permitindo um controle eficaz dos gastos de cada departamento da empresa.

Criar rotina, cultura dos gestores financeiros e alinhamento com o restante da empresa é muito importante para o sucesso na eficácia do fluxo de caixa. Desta forma, será possível planejar o destino do capital e, caso venha a faltar, como realocar verbas e planejar possíveis empréstimos bancários.

Tipos de fluxo de caixa

Cada gestor financeiro organiza o fluxo de caixa da sua maneira, variando de acordo com o tamanho da empresa, número de contratos e funcionários e dos objetivos financeiros do negócio. É importante associar o fluxo de caixa a três tipos de atividades, para compreender o que a empresa tem, o quanto ela ganha, o quanto ela gasta, o quanto e quando pode fazer investimentos.

Fluxo de Caixa Operacional:

Está relacionado com as operações da empresa, como por exemplo, receitas, custos, despesas administrativas, entre outros. É neste caixa que estarão as receitas de vendas de produtos e/ou serviços e despesas geradas pela venda, produção, administração e marketing.

Fluxo de Caixa de Financiamento:

Atividades de financiamento são maneiras de captar recursos e repagá-los, seja por empréstimos bancários, aporte de capital, entre outros. As fontes de financiamento podem ser dívidas e patrimônio líquido. Neste fluxo fica registrado o patrimônio da empresa, e é deste caixa que saem retiradas para cobrir despesas extras.

Fluxo de Caixa para Investimentos:

O caixa de investimentos pode ser considerado a “sobra” de dinheiro. Este caixa é importante para investimentos que possam ter rendimento a longo prazo, desde rendimento fixo mensal até bolsas de valores.

Empresas de qualquer tamanho devem trabalhar com o fluxo de caixa para garantir o sucesso do negócio. Ficou com dúvidas? Acesse o nosso e-book com os 10 passos para montar o fluxo de caixa.

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